Cem famílias são obrigadas a deixar terreno em reintegração de posse na RMC

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Mais de cem famílias foram obrigadas a deixar o terreno. Foto: Rádio Banda B.

A Polícia Militar (PM) cumpriu uma reintegração de posse na manhã desta quinta-feira (25) em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. Cem famílias foram obrigadas a deixar um terreno que fica na rua Moacir de Melo, no Jardim Gramado, de propriedade particular. O local foi ocupado e demarcado em dezembro do ano passado.

As famílias foram orientadas por policiais militares que acompanharam a reintegração de posse após a ordem de despejo dada pelo oficial de justiça do município. O terreno seria de uma família tradicional da cidade do ramo imobiliário. As famílias alegam que o espaço, que tem cerca de 30 mil metros quadrados, estava abandonado e sem cercas.

O pintor David Fabiano Pires, 23 anos, está no terreno há três meses e contou à Banda B que, antes de entrar no terreno, pagava aluguel. “Mora só eu e minha esposa e a situação é difícil. Chegou uma mulher, a dona Cleuza, e disse que ia demarcar um espaço para gente, aí viemos”, disse. Uma gestante passou mal durante a reintegração de posse e foi levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

Segundo ele, nenhuma família teria comprado as partes demarcadas, mas foi arrecadado dinheiro para o pagamento de honorários de um advogado que estaria na causa das famílias. “Agora só Deus sabe o que vai acontecer”, finaliza o pintor. Já a moradora de outro terreno demarcado, a costureira Maria Lúcia Soares, 47 anos, está indignada com a retirada das famílias. “Ninguém tem para onde ir, aqui não tinha plantação nenhuma, não tinha nada”.

Já o capitão Mendes da PM que acompanhou a retirada de pertences pessoais das famílias dos barracões disse que a maioria dos ocupantes tem para onde ir. “A gente vê que eles saem com colchões, roupas e outros objetos nas costas. Isso é sinal que eles têm para onde ir, mesmo que seja na casa de parentes”, disse.

Até o fechamento da reportagem a PM se mantinha no local e as famílias retiravam as últimas madeiras e outros materiais do terreno.

Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique
Rádio Banda B Curitiba 

 

 

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