Coalizão liderada pela Arábia Saudita mata 14 pessoas em ataque aéreo no Iêmen

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Com informações dos Médicos Sem Fronteiras

O hospital de Abs, na província de Hajjah, no noroeste do Iêmen, foi atingido por um ataque aéreo na tarde desta segunda-feira, às 15h45 do horário local. O ataque matou 14 pessoas e deixou pelo menos 19 feridas.

A explosão matou, de imediato, nove pessoas, entre elas um integrante da equipe da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). Dois pacientes morreram enquanto eram transferidos para o hospital de Al Jamhouri. Cinco pacientes continuam hospitalizados. O hospital de Abs, foi parcialmente destruído e todos os pacientes e funcionários que sobreviveram foram retirados. As coordenadas de GPS do hospital haviam sido repetidamente compartilhadas com todas as partes do conflito, incluindo a coalizão liderada pela Arábia Saudita, e sua localização era bem conhecida.

Foi o quarto ataque contra uma instalação médica de MSF em menos de 12 meses. Nós testemunhamos hoje, mais uma vez, as trágicas consequências de um bombardeio a um hospital. Mais uma vez, um hospital em pleno funcionamento, cheio de pacientes e profissionais nacionais e internacionais de MSF, foi bombardeado em uma guerra que não demonstra nenhum respeito por instalações médicas ou pelos pacientes. Um ataque aéreo atingiu o hospital, fazendo com que 11 pessoas perdessem suas vidas”, disse Teresa Sacristóval, gestora da Unidade de Emergência de MSF no Iêmen.

Mesmo com a recente resolução das Nações Unidas que pediu o fim dos ataques a instalações médicas e com as declarações de altos dirigentes de compromisso com o Direito Internacional Humanitário, nada parece ser feito para que as partes envolvidas no conflito no Iêmen respeitem os profissionais de saúde e os pacientes. Sem uma ação efetiva, esses gestos públicos são inúteis para as vítimas de hoje. Sendo algo intencional ou resultado de negligência, isso é inaceitável”, afirmou Teresa.

As pessoas no Iêmen continuam sendo mortas e feridas ao buscar assistência médica. A violência no Iêmen está gerando um fardo desproporcional para a população civil. Queremos expressar nossa indignação por ter que enviar condolências às famílias dos nossos funcionários e de dez pacientes, que deveriam estar seguros dentro de um hospital”, concluiu ela.

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