Como é bom ser campeão

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Roger Pereira
Coluna GV Inferior
Terra Sem Males

O torneio é fraco, a campanha não pode servir de parâmetro para o restante da temporada e o desempenho do time, na competição como um todo, nem é digno de entusiasmo, mas, como é bom ser campeão!

Um sentimento que ainda não havíamos compartilhado nesta década, que já não sentíamos o gosto havia sete anos. Como é bom ser campeão! Quarta melhor campanha (seria a quinta se o Londrina não perdesse pontos por escalação irregular), derrotas nos dois clássicos da primeira fase, mudança de técnico, e o acerto de rumo na hora certa. Mata-mata contra os três maiores adversários do estado: Londrina, Paraná e Coritiba, com uma atuação de gala nos Atletibas decisivos, com direito a 5 a 0 no placar agregado. Como é bom ser campeão!

Nos últimos anos, o Atlético abriu mão de disputar o estadual para ganhar. Lançou mão de um time sub-23, com o objetivo de melhor preparar o elenco principal para as competições nacionais. A estratégia, por mais sorte que planejamento, quase deu certo já na primeira experiência. Além de revelarmos alguns talentos usando a equipe de jovens no estadual (com direito a meter 3 no Coxa com o sub-23), fizemos um grande ano, chegando na final da Copa do Brasil e garantindo vaga na Libertadores através do Brasileirão.

Nos anos seguintes, no entanto, a estratégia deu errado. A safra de jovens não era tão boa, passamos vergonha no estadual, e ficamos bem longe de títulos estaduais. A frustração só não foi ainda maior porque o rival, mesmo levando o estadual a sério não conseguiu conquistar o título nem em 2014, nem em 2015.

Voltar a disputar o Paranaense para ganhar foi promessa de campanha da atual diretoria e, que bom, que foi cumprida. É o título que está a nosso alcance e, nem precisa muito esforço, haja vista a campanha bem mais ou menos deste ano, com apenas duas atuações dignas de aplausos: justamente as partidas finais.

A rivalidade local é bastante sadia e é o combustível da paixão do torcedor, que precisa ser alimentada com vitórias e títulos. Não podemos abrir mão destas conquistas, mesmo que almejemos algo muito maior para o futuro, sob o risco de o torcedor se acostumar a não ser campeão. A festa pelo título foi linda e atleticano nenhum precisa se envergonhar de estar feliz por festejar a conquista do “Ruralzão”.

Aposto que a diretoria também está contente com a conquista a ponto de descartar voltar a menosprezar a disputa local. Aposto também que, depois destas finais de lavar a alma, os netinhos do Petraglia também pegaram gosto pela vitória sobre o rival e pela conquista do troféu e vão exigir do vovô que o Atlético continue entrando, em qualquer competição, para vencer, pois é muito bom ser campeão!

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