Correios podem entrar em greve nos próximos dias

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TST paralisou a campanha salarial até 31 de dezembro, até que comece a vigorar a reforma trabalhista. A greve está prevista para o dia 19, mas pode ser antecipada.

Trabalhadores dos Correios realizam assembleias para aprovação de indicativo de greve, prevista para o dia 19 de setembro, mas que pode ser antecipada para o dia 11. No Paraná, as assembleias serão realizadas nos dias 30 e 31, em Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, Guarapuava, Telêmaco Borba e Terra Roxa. As decisões terão validade para todo o estado.

 No último dia 22, o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Emmanoel Pereira, paralisou as negociações da campanha salarial até o dia 31 de dezembro, exigindo que os trabalhadores não realizem greve até o final do ano. A decisão aconteceu durante uma audiência de mediação que era exclusivamente para discutir a cobrança de mensalidade do plano de saúde dos trabalhadores da ECT. Neste mesmo dia, estava agendado o início das negociações da campanha salarial entre funcionários e diretoria da empresa.

 A antecipação das assembleias foi uma convocação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), após participar da audiência no TST. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom PR), a categoria foi surpreendida com a decisão do TST e precisou convocar as assembleias com urgência.

“É mais um golpe contra o trabalhador com a proteção do judiciário, pois as novas regras da reforma trabalhista começam a vigorar no dia 11 de novembro. Após essa data, os trabalhadores que não tiveram seus acordos coletivos de trabalho homologados até o último dia da data-base da categoria, perderão todos os benefícios e passarão a ser regidos exclusivamente pelas obrigatoriedades da CLT, ou pior, do que sobrou dela”, alertou o secretário geral do Sindicado dos Trabalhadores dos Correios do Paraná, Marcos Rogério Inocêncio (China).

O magistrado propôs a prorrogação das cláusulas do ACT 2016/17 até 31 de dezembro, negociando exclusivamente a assistência médica. Os demais pontos do ACT 2017/18, pela proposta do ministro, só voltam a ser debatidos após esse período, ou seja, no ano que vem, sem garantia de reajustes retroativos. No dia seguinte, o magistrado foi ao Palácio do Planalto se reunir com Michel Temer, ministros e presidente dos Correios para mostrar a proposta. O encontro não contou a presença de nenhum representante dos trabalhadores.

Os trabalhadores querem 8% de reposição salarial, vale refeição de R$ 45 e vale cesta alimentação de R$ 440. A categoria é contra as ameaças de privatização da estatal e reivindica a realização de novos concursos públicos, segurança às agências dos Correios e que os trabalhadores não tenham que arcar com o rombo do Postalis. Também é contra a mensalidade e retirada de dependentes do plano de saúde.

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