Corta essa de tapetão, o Paraná Clube deve olhar para frente

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Não adianta ficar revoltado, o campeonato paranaense tem uma péssima fórmula, uma péssima organização e ponto. Em campo tudo isso é esquecido e são onze contra onze. Seja qual regra esteja valendo, é ali que o jogo deve ser resolvido, e o Paraná Clube não conseguiu resolver. Empatou sem gols com o Atlético e foi eliminado.

Disputou de igual para igual com um time de orçamento infinitamente maior, mas não conseguiu vencer. Aliás, se tivesse vencido pela diferença de um gol ainda teria que disputar a vaga nas penalidades.  Mesmo se classificando em primeiro lugar, 17 pontos na frente do oitavo, não jogava por dois resultados iguais. Coisas do nosso estadual.

O pior de tudo é que há tempos o Atlético tenta desmoralizar a competição. Escala um time sub 23, se classifica às custas da limitação dos clubes do interior e na reta final escala o primeiro quadro, muito mais descansado. É certo que a estratégia já os fez disputar o torneio da morte, mas a Federação jamais se mexeu para impedir a manobra.

A tese de que teríamos que enfrentar o Rio Branco, o real oitavo colocado, está certa. Agora, se a Justiça não foi ágil para parar os jogos no momento certo, não devemos ser nós os encarregados de melar o campeonato.

Desde o começo não nos dizem que o foco é o acesso? Pois vamos em busca dele. Também tem a Copa do Brasil, que estamos sabendo jogar, que gera uma receita fundamental e que é um atalho para a Libertadores.

Tudo o que conquistamos até aqui foi na bola e na luta. Devemos olhar para frente. Reverter uma eliminação na Justiça, mesmo com toda a bagunça que rolou, só vai gerar mídia negativa. Entre o respeito à nossa marca e à vaga, devemos optar pelo respeito!

Por Marcio Mittelbach
Coluna Guerreiro Valente
Foto: Joka Madruga
Terra Sem Males

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