CPT lança o relatório Conflitos no Campo Brasil 2020

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Foto: Tiago Miotto / Cimi

Neste dia 31 de maio, segunda-feira, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançará sua publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2020. É a 35ª edição do relatório que reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, bem como indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais do campo, das águas e das florestas.

Devido à pandemia de Covid-19, mais uma vez o lançamento será disponibilizado de forma digital no site e redes sociais da CPT, a partir das 10 horas. No mesmo horário será realizada uma live com a participação do presidente da CPT, Dom José Ionilton, da professora da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Patrícia Rocha, da coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Sônia Guajajara, além da participação do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira, em mensagem por vídeo. A atividade pode ser acompanhada na página da CPT no Facebook e no canal no Youtube.

2020 revela o maior número de conflitos no campo, de ocorrências de conflitos por terra, de invasões de territórios e de assassinatos em conflitos pela água já registrados pela CPT

Desde o início do ano de 2020, acompanhamos a trágica crise sanitária mundial, com agravamento, no caso do Brasil, por conta do projeto político que temos em andamento. De acordo com os dados do Centro de Documentação da CPT – Dom Tomás Balduino, os dados gerais de conflitos no campo mostram que o número de ocorrências cresceu 8% em relação a 2019, o maior número já registrado pela CPT desde 1985. Além disso, o relatório traz o número de ocorrência de conflitos por terra, 25% superior a 2019 e 57,6% a 2018. Os dados são ainda mais assustadores quando analisados apenas os números referentes aos povos indígenas no Brasil que, nesse tipo de conflito, respondem por mais de 56% das famílias afetadas.

Os maiores números de ocorrências de conflitos por terra foram registrados em 2020, em seguida 2019, ou seja, os dois anos de governo de Jair Bolsonaro. Em terceiro lugar, está o ano de 2016, ano do golpe que retirou Dilma Rousseff da presidência e instituiu Michel Temer. Essa conjuntura política desastrosa dos últimos anos tem aumentado a violência no campo.

No caso das famílias cujos territórios foram invadidos, houve um aumento de 102,85% de 2019 para 2020. Mais de 71% das famílias vítimas dessas invasões são indígenas.

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