Curitiba é considerada fundamental para deter onda conservadora

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Em seminário, petistas assumem falhas e projetam recuperação da militância
 
Por Manoel Ramires
Terra Sem Males
O movimento “A cidade que eu quero” realizou debate na noite de sexta-feira no Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. O encontro contou com a presença do ex-chefe da Casa Civil Gilberto Carvalho, do deputado federal Paulo Pimenta (RS), da vice-prefeita de Curitiba Miriam Gonçalves e do pré-candidato à prefeito Tadeu Veneri. Eles reuniram a militância no seminário “Democracia e participação popular”. O foco foi discutir a resistência a onda conservadora no Brasil com o golpe e como se organizar para as eleições municipais.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) descreveu cenário difícil que encontra os trabalhadores e o país. Segundo Pimenta, o atual cenário é diferente, mas os objetivos são os mesmos: chegar ao poder sem o voto popular. Ele comparou o discurso de Tancredo Neves em 1964, no suicídio de Getúlio Vargas, substituindo alguns personagens, para demonstrar que a elite nacional é contra avanços do povo e soberania. Saltando para 1964, Pimenta disse que a mesma imprensa convoca o povo às ruas contra o interesse popular. “Para a elite nacional, a democracia só serve quando atende aos seus interesses oligárquicos”, expôs.
O gaúcho defendeu que a resistência nas ruas ao golpe tem reorganizado as lutas populares. Para ele, essa força é fundamental para enfrentar o conservadorismo, principalmente em Curitiba. “Aqui em Curitiba vocês têm tudo para fazer uma grande campanha e ganhar. Nós vamos sair dessa crise e prestigiar nosso modo de fazer político participativo. Nós temos que nos diferenciar dos outros partidos”, resgatou.
Já Gilberto de Carvalho admitiu erros do Partido dos Trabalhadores com algumas alianças. Também disse que o PT havia abandonado suas raízes e que é preciso retomar o modelo participativo no partido e na sociedade. “Não permitam que ninguém tente apagar de vocês o orgulho de ter transformado esse país. Graças ao nosso governo, o povo enfim conheceu o Estado, teve direitos. Lula virou a chave de um Estado que era voltado para a elite e o direcionou para o povo, que deixou de ser despesa e virou investimento”, incentivou.
Curitiba
O seminário também discutiu as mudanças para a cidade com a eleição municipal. Para a vice-prefeita Miriam Gonçalves, uma chama de entusiasmo por construir uma Curitiba mais participativa foi retomada na militância.  ‘Eu fui chamada de vice rebelde e adorei. É muito difícil fazer a resistência. Eu estou animada a fazer campanha e ir pra cima”, animou-se.
Fechando o encontro, o deputado estadual e pré-candidato Tadeu Veneri destacou o espírito da militância neste momento. Disse que seu objetivo é fazer uma disputa com os pés no chão e ouvindo a população. “A gente acredita que a política é espaço de mediação e debate e a gente acredita nisso para transformar a sociedade”, reforçou. Veneri também criticou a atual gestão de Curitiba e apontou motivos que levaram os trabalhadores a romper com Gustavo Fruet: “Nós não concordamos com fechamento de berçário para dizer ao Ministério Público que zerou fila da creche. É possível sim discutir um outro tipo de cidade e sociedade. Não concordamos com aqueles que querem explorar os recursos da cidade. Nós estamos ao lado daqueles que querem construir o novo na luta pelos trabalhadores”, finalizou.
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