Depois da Greve Geral… “OI OI OI”

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Nossa… faz tempo que o LP não é atualizado. Será que eu esperava algo que realmente valesse a pena? Sei lá… 

Lembro que quando rolou a votação do impeachment, naquele show de horrores na Câmara Federal, em Brasília, o LP retomou as atividades. 

E parece que precisou outro show de horror para que o ‘colunista’ aqui tomar vergonha na cara e escrever algumas linhas. Ainda mais nesta noite, quarta-feira (26), enquanto a reforma trabalhista ganha fôlego, lá na capital federal, entendo como momento propício essa crônica musical. 

Tá certo, já troquei de canal, tomei um pouco de vinho e assisti a vitória do Atlético Paranaense contra o Flamengo, isso ajuda, mas, porra, precisamos dessas demonstrações insanas de que nossos representantes são um bando de #@$? 

Alguém aguenta isso? 

Eu não aguento mais ser frustrado por esses vermes. Acredito que não sou o único. Então, galera, a verdade é a seguinte: precisamos de ajuda. 

Sim!!!!

E eu sei onde arrumar! É dia 28 de abril, sexta-feira! 

Na Greve Geral? Também… mas não é só ela que vai injetar um gás no meu ânimo. Tenho mais um protagonista, além de nós mesmos; meros crentes revolucionários. 

Eu falo é de rock and roll, meu chapa. Foi o que sobrou pra mim…

A coincidência é que bem no dia da paralisação geral, uma banda do subúrbio de Londres vem tocar em Curitiba. Quem desembarca na terrinha curitibana é o grande Cockney Rejects. 

“Cockney” é uma designação histórico-cultural que se refere a pessoas nascidas na região conhecida como East End, Leste de Londres. O termo traz uma forte carga pejorativa ao longo da história da cidade, sendo seus habitantes identificados negativamente por sua origem, hábitos e até sotaque. Leia aqui entrevista com os membros da banda e também conheça a história. “Nosso público era, em grande parte, composto de amigos, o West Ham ICF, pugilistas e ladrões. Éramos totalmente diferentes de qualquer outra banda, mas abraçamos todas as raças, culturas e subculturas” – Jeff  Geggus.

Ou seja, é uma banda legítima do subúrbio de Londres, oriundos da classe operária, fanáticos por futebol e boxe. São o símbolo dos hooligans românticos. Ainda da fase que não se morriam torcedores, mas se brigava bastante, são fanáticos pelo West Ham! Aliás, até cantaram na despedida do estádio original do time londrino – assista aqui ao vídeo produzido pela ESPN sobre o West Ham com Jeff, vocalista do Cockney. Além de fazer uma homenagem a Chapecoense! Escute aqui. 

A importância da banda é gigantesca dentro do punk rock. Foi através de uma música deles que surgiu a expressão “OI OI OI”, que originou a subcultura “OI! Music” – com a união de skinheads, punks, amantes do ska e da música jamaicana; com uma pitada de hard rock.  

Eu fico feliz em saber que eles tocarão aqui bem no dia da greve. É a parte operária do punk rock, que canta a realidade dos subúrbios sem recorrer a apelos ideológicos. 

Bom… já nem sei muito mais o que dizer. Parece que esses malucos vieram na hora certa. Como disse Mick Geggus, guitarrista da banda: “Somos pessoas da classe trabalhadora e adoramos rock’n’roll e futebol”.

É isso. O jeito então é encher meu caneco de chopp e gritar “OI OI OI”. 

Em tempos de total depressão, eis que Curitiba, a mesma república que se mostra conservadora em demasia, me derruba com essa bela armadilha… 

Mesmo não tendo muito que comemorar, principalmente em relação aos direitos trabalhistas, esses caras, mesmo sem querer, me trazem um ânimo… 

Agende aí, sexta-feira, 28 de abril, depois da Greve Geral, lá no Jokers Pub tem Cockney Rejects. Pra mim, eles fazem canções de liberdade. 

O LP está de volta. 

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