Doação de gás de cozinha, alimentos e mutirão de agrofloresta no Dia Internacional dos Trabalhadores

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Ação será neste sábado (1º), das 7h às 13h, no Sabará, região sul da capital. Entidades, movimentos sociais e sindicatos participam da iniciativa

Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males

Uma ação solidária, de trabalhadores para trabalhadores. Esta será a marca do Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, 1º de maio, deste ano no Sabará, em Curitiba. Cerca de 500 cestas de alimentos e 100 cargas de gás serão doadas a famílias em situação de vulnerabilidade do bairro da região sul da capital. No mesmo dia, um mutirão de plantio vai marcar a inauguração da agrofloresta Papa Francisco, no Centro de Integração Social Divina Misericórdia (CISDIMI).

Batizada como “Plantar solidariedade para defender a vida”, a atividade une entidades, movimentos sociais e sindicatos em solidariedade a quem mais precisa neste período de crise econômica e de saúde pública.

Participam da ação o Centro de Assistência Social Divina Misericórdia (CASDM) – mantenedora do CISDIMI -; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Sindicatos dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (PR/SC); APP Sindicato/Núcleos Curitiba Norte e Sul; Partido dos Trabalhadores do Paraná; Coletivo Marmitas da Terra; Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR); Comissão da Dimensão Social da Arquidiocese de Curitiba e Produtos da Terra.

As cargas de gás serão doadas pelos petroleiros membros do Sindipetro que trabalham na Refinaria Presidente Getúlio Vargas, a Repar, em Araucária. Os alimentos in natura vêm de cinco comunidades do MST da região sul do estado. Já os produtos industrializados serão doados pelas demais entidades que compõem a ação.

Os alimentos partilhados por famílias do MST virão dos acampamentos Emiliano Zapata, de Ponta Grossa; Maria Rosa do Contestado, de Castro; Reduto de Caraguatá, de Paula Freitas; José Lutzenberger, de Antonina; e assentamento Contestado, da Lapa.

A montagem das cestas e a preparação da área da agrofloresta serão nesta quinta e sexta-feira, no CISDIMI. Toda a ação seguirá os protocolos de proteção contra a Covid-19, com uso de máscara, álcool em gel e sem aglomeração.

Por comida, vacina e saúde 

Neste 1º de maio, os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil têm pouco a comemorar. São mais de 14,200 milhões desempregados e 6 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) – os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Já a população que está fora da força de trabalho soma 76,377 milhões.

Se a falta de trabalho é uma realidade para quase metade da população, a fome também é alarmante. Pelo menos 19 milhões de brasileiros passam fome e 116,8 milhões de pessoas, mais da metade dos domicílios no país, enfrentam algum grau de insegurança alimentar. A pesquisa é da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), divulgada no início de abril.

Por outro lado, a gravidade da pandemia exige ainda mais o distanciamento social para a prevenção contra a Covid-19. Somado ao gesto de solidariedade, a ação deste sábado também cobra o direito à vacinação já e para toda a população, a defesa do SUS e o auxílio emergencial de R$ 600 para cada trabalhador sem renda.

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