Em dia de greve geral, Curitiba mostra que é muito mais que a cidade do Moro

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Manifestação uniu categorias de trabalhadores organizados por diversas centrais sindicais e representantes dos movimentos sociais

Por Paula Zarth Padilha
Foto: Joka Madruga
Terra Sem Males

A manhã desta sexta-feira, 28 de abril, milhares de pessoas se reuniram no Centro Cívico, em Curitiba, denunciando os retrocessos promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer. A Greve Geral foi deflagrada em todo o país contra a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, aprovada na noite de quarta-feira pela Câmara Federal, e contra a já em vigor Lei da Terceirização.

Trabalhadores de diversas categorias organizadas por sindicatos, como motoristas e cobradores do transporte coletivo, guardas municipais, bancários, agentes penitenciários, servidores públicos municipais e estaduais, professores e educadores municipais, estaduais e federais, das redes pública e municipal, metalúrgicos, vigilantes, dos correios, frentistas, servidores da saúde pública, funcionários do comércio paralisaram as atividades por 24 horas. Em frente à Prefeitura, servidores públicos municipais de diversas categorias realizavam um ato contra as ações do prefeito Rafael Greca.

Unidos aos trabalhadores, os movimentos sociais do campo e da cidade, como MST (sem terra), MTST (luta por moradia), Levante Popular da Juventude, estudantis, entre outros, mais de 30 mil pessoas, de acordo com a organização, e 10 mil, de acordo com a PM, marcharam pelas ruas do Centro Cívico em direção à sede da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) para um ato simbólico de devolução dos patos amarelos, considerados o símbolo do golpe. Na fachada do prédio da Fiep, um outdoor informando sobre o prazo de pagamento do imposto sindical, que as entidades patronais também recebem. O prédio estava cercado de Policiais Militares em defesa do patrimônio privado.

A marcha seguiu até a Praça Tiradentes para um ato inter-religioso em frente à Catedral de Curitiba. Diversas igrejas já se posicionaram contra a reforma da previdência e religiosos como padres e frades estavam nas ruas encorpando a manifestação. O ato dos trabalhadores foi simbolicamente encerrado às 14 horas, mas a greve geral continua.

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