Executiva Nacional do PSDB é formada por apenas 25% de mulheres

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Diretório tem apenas um negro e dos sete vice-presidentes, apenas uma é mulher.

Aécio Neves durante convenção do PSDB. Foto: Igo Estrela/Fotos Públicas

Manoel Ramires e Pedro Carrano, Terra Sem Males

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) elegeu no último fim de semana seu Diretório Nacional no 12º Congresso Nacional, em Brasília. Dos 32 cargos preenchidos (incluindo o presidente de honra Fernando Henrique Cardoso), apenas oito são ocupados por mulheres. Ou seja, 25% dos cargos. Destes números, os tucanos elegeram apenas uma mulher na vice-presidência. O partido é omisso com relação ao percentual mínimo de 30% de mulheres em postos de comando, como foi debatido recentemente no Congresso Nacional.

Os cargos ocupados na Executiva Nacional do PSDB tem “baixa influência” de mulheres. Apenas a deputada Mariana Carvalho de Moraes ocupa a vice-presidência. Os outros seis vice-presidentes são homens. Já a deputada Thelma de Oliveira aparece como tesoureira-adjunta, abaixo do tesoureiro, o deputado Rodrigo de Castro. As demais seis mulheres estão nas vogais do partido ou configuram como suplentes. Dessas dirigentes, apenas Luislinda Valois é negra (aliás, o único negro na direção do partido). Para se comparar, o Partido dos Trabalhadores têm 23 membros na Executiva Nacional, sendo nove mulheres, ou 34%.

O estatuto do PSDB é omisso na paridade de gênero e de percentagem de mulheres na direção do partido. A única menção em números trata dos recursos e patrimônio: “na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, observado o mínimo de 5% (cinco por cento) do total, devendo a aplicação obedecer a critérios definidos em resolução pela Comissão Executiva Nacional”, estabelece.

Baixa representação

O PSDB reproduz a baixa representação de mulheres na política. Para se ter uma ideia, no Congresso Nacional, das 513 cadeiras, apenas 51 são ocupadas por mulheres. Isso representa 9,94%. Já no Paraná, das 54 vagas, somente quatro são ocupadas por mulheres.

O PSDB Mulher foi alvo de polêmica recentemente. Isso porque a página destinada a elas traz receitas de comida.  Para o partido, a polêmica é falsa, pois o partido também defende bandeiras femininas. “Nossa luta pelo fim da violência, discriminação e preconceito – como esse – é muito maior do que a simples e saudável troca de receita em nosso site”, justificou Thelma de Oliveira, que foi eleita secretária-adjunta.

Sem cota racial

Embora tenha criado o “Tucanafro”, que seria o setor do partido de organização do debate racial, o PSDB reserva apenas a última vaga da lista da Executiva Nacional para uma militante negra. De 31 dirigentes mais o presidente de honra, apenas a juíza Luislinda Valois é negra e tem atuação no debate de inclusão racial. Ela figura na lista de suplência da executiva do partido.

Mulheres no PSDB

Deputada Mariana Carvalho de Moraes
Thelma de Oliveira
Rita Camata
Yeda Crusius
Deputada Geovania de Sá
Terezinha Nunes
Nancy Thame
Luislinda Valois

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