Falastrão, prefeito de Curitiba desafia torcida do Paraná Clube

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Desaforo do Greca veio no dia em que a Vila Capanema completa 70 anos de história

Por Marcio Mittelbach
Terra Sem Males

Em mais uma gafe histórica, cometida nesta segunda-feira, 23/1, Rafael Greca, prefeito de Curitiba, disse não saber se a torcida do tricolor realmente existe. Tamanha infelicidade reforça a forma parcial e amadora com que os políticos tratam o futebol. Ou alguém acha que feiras gastronômicas, como propõe o figura, vão resolver os problemas em dia de jogo?

Por ironia do destino, a provocação de Greca veio no dia do aniversário de 70 anos da Vila Capanema, palco esportivo mais tradicional de Curitiba. Logo ele, que se diz um apreciador da história da cidade, vem com piadinhas pra tentar diminuir o nosso tricolor?

A teoria mais provável é que o “cheiro de pobre” impeça o prefeito de reconhecer o valor da nossa torcida. Na Vila sempre teve lugar pra todo mundo. Desde os tempos de Ferroviário, primeiro clube do Paraná a escalar negros e primeiro representante do Estado em um torneio nacional – em 1967 -, a Vila une os curitibanos de todas as classes sociais.

Sim, prefeito, no coração da cidade, na várzea da primeira favela, existe e resiste uma torcida apaixonada. Torcedores de um Clube que paga o preço alto de ter tido gestores irresponsáveis como você ao longo da história. Que paga o preço de um poder público comprometido com negociatas, estão aí os investimentos na Arena da Baixada durante a Copa do Mundo que não nos deixam mentir.

Cabe a nós, tricolores, fazermos desse ano o ano da virada. Que essa provocação seja um combustível a mais para nos levar ao estádio, comemorar as vitórias e juntos mandarmos o recado: Cala a boca Greca!

E viva a septuagenária Vila Capanema!

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