Anulação da votação com fraude de pastor pode prejudicar reajuste dos municipais em Curitiba

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Por Manolo Ramires
Terra Sem Males

Vereadora entra com representação contra trapaça na emenda das greves

A vereadora Julieta Reis entrou com representação contra o vereador pastor Waldemir Soares. Ele votou por ela na emenda que tratava do abono das greves. Julieta, que se ausentou do plenário no momento dessa votação, argumenta que votaria contra os trabalhadores. Já Waldemir, na ausência, registrou voto favorável. A votação terminou 14 a 12. Caso fosse corrigida, ficaria 15 a 11 contra a emenda.

A fraude na votação tem motivado o vereador Jorge Bernardi a pedir a impugnação de todo processo. Caso isso ocorra, o reajuste dos municipais pode ficar prejudicado. Por outro lado, o presidente da Câmara Municipal, Aílton Araújo, descarta a anulação. “Não vejo nenhuma porque a votação foi aberta. Os votos que lá estão não estão sendo contestados além da Julieta Reis, que era contrária a emeda. Se fosse uma votação secreta, aí sim, e teve o momento para contestar”, explica.

Se a votação for suspensa, o reajuste dos salários dos servidores municipais pode ser prejudicado. A partir de hoje, 05, os municípios não podem conceder aumento real (acima da inflação) ao funcionalismo público. A proibição, prevista na Lei 9.504 de 1997, que regula as eleições no país, começa a vigorar seis meses antes do pleito e vale até a posse dos eleitos.

Para a vereadora Josete, o caminho não é impugnar a votação, mas buscar uma saída junto à secretaria de recursos humanos. “O direito de greve é legitimo e acredito que nenhum servidor deve ser punido porque participou de uma greve. A partir do momento que há prejuízos na carreira, na retirada da licença prêmio, nós temos que intervir para que o Executivo se sensibilize”, argumenta.

O Sismuc também entende que a saída não é a anulação. Para o sindicato, a alternativa é pressionar a gestão Fruet a abonar as faltas por meio de decreto. “Isso tudo é consequência da falta de habilidade do prefeito e de seus secretários em resolver uma questão simples. Fruet poderia abonar as faltas, mesmo porque os servidores se comprometeram a repor as faltas. Agora, porque não faz, não sabemos”, avalia Irene Rodrigues, coordenadora do Sismuc. Ela ainda conversou com o vereador Pedro Paulo para que, junto com Paulo Salamuni, antecipe a negociação da pauta geral e insira o tema do abono das faltas.

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