Golpe sobe o telhado, mas mídia “esquece” de noticiar

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Por Manolo Ramires
Colaboração Paula Zarth Padilha

Terra Sem Males

O golpe está consumado. Esta deve ser a constatação da grande mídia para não colocar em letras garrafais posicionamento do Ministério Público Federal. Para o órgão, não houve crime na concessão de créditos do Plano Safra. Isso representa a pá de cal no último argumento que sobrava para remover Dilma Rousseff da presidência.

Segundo o MPF, no registro do Terra Sem Males, o promotor Ivan Cláudio Marx concluiu que não ocorreram operações de crédito sem autorização legislativa.

O beabá do jornalismo ensina que o assunto devia ser destaque com as repercussões no Congresso. Ensina também a mostrar o “e agora”. Afinal, não há mais motivos para o impedimento. Dos dois motivos aceitos, esse era o único que restava em pé. O outro, as pedaladas fiscais, havia sido rechaçado por perícia do Senado Federal. Motivo ignorado pela mídia e pelo relatório de Antônio Anastasia (PSDB-MG).

Mude o assunto
Se o impeachment subiu o telhado, o golpe, não. Muito menos Eduardo Cunha. É a figura dele que Folha, Estadão e Globo dão em primeiro plano em seus sites para não reconhecer que a manobra legislativa está morta. Batendo em Cunha, ninguém vê a democracia sendo violentada.

Aliás algo bem comum para veículos que inflaram os protestos dos coxinhas, mas que escondem a onda diária de #ForaTemer. A mídia se silencia e mantém os revoltados presos dentro de casa.

Próxima pauta
Aliás, quem também quer trocar o tema é a bancada do PT na Câmara dos Deputados. O partido agiu de forma pragmática e não votou em Erundina. Preferiu o apoio ao deputado Marcelo Castro, do golpista PMDB, sonhando com uma conciliação pela frente no #VoltaDilma. Perdeu e ainda viu seu candidato apoiando aliado de Eduardo Cunha, o deputado Rogério Rosso, enquanto o partido votava na Arena, digo, PFL, digo, DEM de Rodrigo Maia, que votou pelo golpe.

Sem pauta
Embora Maia tenha assumido a presidência da Câmara dos Deputados, ele não quer ser assunto do momento. Quer curtir as férias do recesso e reabrir os trabalhos cassando Cunha. Quem sabe, com o golpe no telhado, a grande imprensa sofra de amnésia com o fato de ele ter mensagem com Marcelo Odebrecht flagrada falando em propina (Caixa 2) de 250 mil?

 

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