Guerreiro Valente | Uma história mal contada e a necessidade de transparência no Paraná Clube

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Por Marcio Mittelbach
Terra Sem Males

Uma notícia que saiu na Gazeta do Povo na última segunda-feira, 31/11, causou ainda mais reboliço no já agitado ambiente político do Paraná Clube. De novidade a história tinha pouca, o que fez com que ela ganhasse proporções foi o fato de ter sido mal contada, essencialmente no título.

‘Salvador do Paraná’ entra na Justiça e está próximo de TIRAR Ninho da Gralha do Clube, dizia a manchete. Caiu como uma bomba. Como assim? Então tudo o que o Carlos Werner queria era tirar o nosso patrimônio? Essa diretoria é tão mal intencionada quanto outras? Foram as perguntas que rondaram os mais desavisados.

Mas não há nada de novo aí. Dar a posse do Ninho, o nosso Centro de Treinamento, para o torcedor/investidor foi a forma encontrada para garantir o ressarcimento dos sucessivos aportes financeiros que ele tem feito, e disso muita gente sabia. No acordo, o Paraná poderá usar o CT por 50 anos sem pagar aluguel e ainda readquiri-lo conforme as coisas forem melhorando.

Mas então por que recorrer à Justiça? A tese que tem prevalecido é que, agindo assim, o Ninho estaria protegido contra novas intervenções judiciais, resultado de outras dívidas, muito mais contestáveis do que as que temos com Werner, se é que existe alguma contestação.

Tudo isso poderia ser evitado com uma boa dose de transparência. E não venha a diretoria dizer que é só comparecer nas reuniões do Conselho. Quando analisamos aqui os sites da dupla atletiba, notamos que ambos contam com espaços dedicados a esse tipo de esclarecimentos.

Ninguém duvida que os números não são simpáticos, mas é preciso encontrar maneiras de esclarecer o torcedor. Caso contrário, fazendo um paralelo com a obra de Chico Buarque*, muita gente vai seguir sem lembrar que existe um brejo da cruz e que vai demorar um tempo pra gente sair de lá.

* Curta aqui a música Brejo da Cruz.

 

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One thought on “Guerreiro Valente | Uma história mal contada e a necessidade de transparência no Paraná Clube

  • 2 de novembro de 2016 em 13:37
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    Acho que a história é um tanto óbvia. Mas se a judicialização do caso é uma tentativa de proteger o patrimônio de outras intervenções judiciais, o clube não poderá ser transparente, pois usar um processo judicial com essa intenção configura-se em fraude contra credores! Melhor o negócio correr em silêncio mesmo, ao menos no que diz respeito à grande imprensa. Os sócios e conselheiros que participam da vida do clube sabem o que está acontecendo.

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