*Jornaldo: EXCLUSIVO – Juiz de Curitiba entrega a máfia do apito

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Que vergonha essa entrevista do juiz Sérgio Moro. Quando conversei com Augusto Nunes sobre a pauta, avisei que era prioridade a investigação da máfia dos resultados do Sindijorzão2017. Ele se omitiu. Preferiu não questionar e perdeu a bancada do programa. Mas o fato é que a investigação contra Che e Catadão continua.

Por isso o questionamento: as campanhas desastrosas dos times capitaneados por Manolo e Falafina provam que a Operação da PF está dando certo? Será que a fonte secou?

Mas o que quase ninguém percebeu durante a entrevista exclusiva foi a escorregada do jujú. Ao falar do saudoso ministro Teori Zavascki, Moro deixou escapar que, num dia em que teve uma discordância jurídica com ele, voltou cabisbaixo da Justiça Federal. Detalhe: de bike!

Então liguei pra um amigo da polícia e descobri que a bike que o juiz Sérgio Moro circulava naquela dia, em Curitiba, está registrada no nome de Mauro Pedalada, jogador do Sensacionalistas. Aí eu fiquei puto comigo. Como eu não percebi isso antes? As apostas. Os calotes. Claro!

Rogito Pereira é o grande mafioso do Sindijorzão. Ele usou Mauro Pedalada, que faz Curitiba/Paranaguá em 15 minutos, pedalando, óbvio, pra intermediar os acordos. Levar e trazer a papelada. Tudo de bike. Eu estava presente quando Rogito disse, dias depois do anúncio do confronto entre Sensa e Refugos, que faria de tudo pra impedir o clássico Re-Re.

O advogado dos roxinhos pode até usar a embriaguez do seu CEO pra desqualificar o flagrante, mas a clara atuação tendenciosa da dupla de juízes durante a partida Sensacionalistas e Refugos reforça a acusação.

Porém, eu ainda não saquei ‘qualé’ a do Moro nessa história toda. Por que ele contou essa história emo da bike? Tipo… ‘ai, aquele dia eu fiquei triste com o Teori e saí cabisbaixo por aí. Eu e minha bicicleta’. Parece mais uma dramatização cinematográfica tosca.

Só falta mais uma série da Netflix: “Pedalando com Moro”.

Já basta de Netflix pra lá, Netflix pra cá. Não cansa? Enquanto vocês discutem sobre o diretor da nova série, o lançamento do SindiFlix é completamente esquecido! A própria imprensa sabota a plataforma de streaming do Sindijorzão.

Lançamentos como “Soroca – O Eterno”, “O Rei da Cavadinha”, “A História do ‘El Mago de Andirá’”, “Com a cueca enfiada no cu e as bolas balançado” (essa uma excelente comédia) e “Nem Uma a Menos – A história por trás do nome”, disputam os principais prêmios internacionais de cinema, mas a galera só fala da série ‘O Mecanismo’…

Fico triste ao perceber que o contexto bollywoodiano da nova produção do Sindiflix não tem chamado a atenção do grande público. Trata-se do documentário “Carrano – da Nicarágua para o Mundo”, lançado essa semana, uma história sem fôlego da trajetória de Carrano.

Poucos sabem, quase ninguém, mas o atleta retornou ao Sindijorzão este ano. Lembro quando ele surgiu, na base do Refugos, era considerado uma promessa.

Certa vez, enquanto o atleta aquecia, o treinador o chamou pro jogo. Num determinado momento, já em quadra, ele estacionou seu corpinho de jogador de baralho na zona defensiva, aparentemente pra pegar fôlego. Então o pessoal do banco de reservas gritou: “Sai, Carrano. Sai, Carrano!”.

Ele olhou pra galera, abriu os braços, ficou indignado, e saiu de quadra. Como se fosse chamado pra ser substituído. Não, Carrano! Era pra ‘sair’ pro ataque. Porra!

Foi depois desse desentendimento que Carrano sumiu. O que ninguém sabia é que ele havia topado fazer um intercâmbio futebolístico na Nicarágua. O resultado é o documentário com imagens das partidas e depoimentos dos atletas da primeira divisão do Campeonato Nicaraguense de Futebol.

O legal, depois de rever Carrano em quadra, foi assistir, já no bar, ele detalhar a grande jogada do domingo: o drible dificílimo que aplicou em Manolo. Eu não vou contar como isso tudo terminou porque também não gosto de spoiler. Mas o importante é lembrar que tudo isso está no Sindiflix, o verdadeiro acervo do futebol raiz.

Fica a dica: se você está cancelando a assinatura do Netflix, aproveite para assinar o Sindiflix.

Por fim, eu sei que tem muita gente me cobrando, exigindo que eu revele quem são meus craques do Sindijorzão. Adianto que prefiro não me envolver em polêmica. Vocês já estão carecas de saber que não revelo meu voto. Nem que me paguem umas Bendictas no L’ Entrecôte de Paris.

Fui.

 

 

*Foto: Joka Madruga.

**Esta é uma obra fictícia.

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