Livro vai retratar funeral de Fidel Castro e relação do povo cubano com seu líder

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Fidel Castro Ruz, maior líder da revolução cubana, faleceu no último dia 26 de novembro. O anúncio feito em cadeia nacional pelo seu irmão, Raul Castro, emocionou a maior parte dos cubanos que vive na Ilha. Em qualquer canto de Cuba era possível ver cartazes e ouvir gritos com a palavra de ordem “Yo Soy Fidel”. As últimas homenagens duraram uma semana e percorreram toda a Ilha, saindo da capital Havana até a outra ponta do País, em Santiago de Cuba, cidade que o ex-líder cubano adotou para viver.

Esse é o cenário do livro “Yo Soy Fidel”. A obra, dos jornalistas Gibran Mendes, Leandro Taques e Tadeu Vilani, retrata a viagem do trio de comunicadores para acompanhar as últimas homenagens ao líder cubana. Trata também da relação do seu povo com o comandante-chefe da revolução, assim como impressões destes personagens sobre o seu próprio país. 

Mendes, Taques e Vilani viajaram amis de dois mil quilômetros a bordo de um Dodge 1956, chamado pelo motorista e proprietário de “A Princesa”. O resultado de toda essa miscelânea é o livro com 120 páginas repletas de história e fotografias. Uma grande reportagem com ritmo de ficção, embora tenha como base apenas fatos e entrevistas colhidas na ilha durante o período.

Mas, afinal, por que os três jornalistas resolveram viajar até Cuba, se outros tantos profissionais foram bancados por grandes empresas de jornalismo? “Fidel, goste dele ou não, é um dos maiores líderes políticos de nossa história. Acompanhar, mais do que isso, registrar e participar de um momento como esse é ver a história passar diante dos seus olhos”, analisa o jornalista Gibran Mendes.

Opinião semelhante é a do fotógrafo Leandro Taques. “Quando estive em Cuba em 2012, pela primeira vez, me chamou a atenção a relação do povo cubano com Fidel. Na verdade, com os ‘barbudos’ Fidel Castro, Che Guevara e Camilo Cienfuegos. Mas em especial com Fidel, talvez por ele ainda estar vivo à época. Quando voltei para o Brasil comentei que deveria voltar para Cuba quando Fidel morresse. Fui para lá para ver de perto as reações, tristezas, homenagens. Não podia perder essa oportunidade histórica. Sem contar que cada um tem seu ponto de vista. Fui lá para registrar o meu”, completou.

Para Tadeu Vilani a motivação está no registro fotográfico daquele momento. Sou fotógrafo, e a fotografia me move. “Estar próximo de momentos importantes da história da humanidade, quando possível, é importante. A morte de Fidel Castro, era um momento histórico, acompanhar e registrar a comoção da despedida que o povo realizou para o seu comandante, foi único”, completa.

Financiamento – Toda a produção do livro já está pronta. Contudo, o trio de jornalistas agora está em campanha de financiamento coletivo para arrecadar os fundos necessários para viabilizar a impressão da obra.

É possível colaborar com o projeto com valores a partir de R$ 25,00. Para adquirir o livro em pré-venda, o preço é R$ 50,00. No entanto, para os primeiros quarenta e cinco, o valor é R$ 45,00. Há outras recompensas para quantias maiores que incluem, inclusive, fotografias com impressões fine art em papel 100% algodão. A campanha é por tempo determinado e para interessados em contribuir com o projeto o link é : https://www.kickante.com.br/campanhas/yo-soy-fidel

Serviço

Yo Soy Fidel
Livro reportagem, capa dura, papel couchê 170g, 120 págs.
A campanha: kickante.com.br/campanhas/yo-soy-fidel
Colaboração e recompensas a partir de R$ 25,00 

Vídeo de divulgação da campanha:

Os autores

Gibran Mendes (1982) é jornalista e nasceu em Pato Branco (PR). Passou pela redação da Gazeta Mercantil em Curitiba e atuou na assessoria do poder público, tanto no executivo quanto no legislativo. Atualmente é assessor de comunicação da CUT Paraná e do Instituto Declatra, além de colaborador de veículos da mídia alternativa, como o Brasil de Fato e Jornalistas Livres. Recebeu o Prêmio Sangue Bom de jornalismo por três vezes.

Leandro Taques (1974) é fotógrafo freelancer, graduado em Jornalismo, pós-graduado  pelas Faculdades Curitiba e pela Faculdade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro. É professor de fotojornalismo em Curitiba e desenvolve trabalhos fotográficos documentais. Já fotografou em Cuba, China, Angola, no Afeganistão, Paquistão, Tibet, Nepal, Palestina ocupada, Líbano e também na Síria. Integra o coletivo Jornalistas Livres. É colaborador do Terra Sem Males e Brasil de Fato.

Tadeu Vilani (1965) atua profissionalmente desde 1993 e, há 20 anos, é fotógrafo do jornal Zero Hora. Nascido em Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, desenvolve projetos fotodocumentais. Influenciada pelo cinema neorrealista italiano. Sua estética é marcada pelo uso do preto e branco e pela temática ligada às causas sociais e ao homem. Vilani já expôs seu trabalho em mostras coletivas e individuais pelo Brasil, Argentina, Iraque, Itália, Lituânia, Polônia, Portugal e Uruguai.

Por Gibran Mendes

Foto da capa: Tadeu Vilani

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