MTST ocupa latifúndio urbano na periferia de Curitiba (PR)

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Por MTST

Mais de 500 famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupam, desde a madrugada do dia 28 de outubro, um latifúndio urbano particular na Estrada Delegado Bruno de Almeida, situado na região do Campo de Santana no sul de Curitiba (PR). A ocupação, batizada de Getúlio Vargas, aconteceu de forma pacífica e, conforme a coordenação do movimento, as famílias vão ficar no terreno até que o poder público apresente uma proposta de moradia.

Em carta pública divulgada nas redes sociais, os militantes do MTST explicam que a ocupação é formada por famílias que viviam em áreas de risco, favelas, casas de parentes e na rua, além de pessoas que não conseguem mais pagar o aluguel porque estão desempregadas ou ganham muito pouco. “São mulheres, homens e crianças que decidiram lutar pacificamente depois de tanto descaso do poder público e da sociedade”, afirma a carta.

Afirmam ainda que o terreno estava em situação de abandono enquanto na região milhares de famílias sofrem em moradias precárias e foram ou estão sendo despejadas por não conseguirem pagar aluguel. O terreno em situação de especulação imobiliária pertence à Piemonte Construtora e Incorporadora, proprietária de dezenas de terrenos na região.

Até o dia em que os trabalhadores começaram a carpir o terreno e a levantar seus barracos, a única função social que ele cumpria era a de cemitério de automóveis roubados e criadouro de mosquitos da dengue. A ocupação pretende ajudar a sanar parte do déficit por moradia de toda a região. Os ocupantes realizam assembleias para tomar decisões sobre a organização, estrutura e segurança de todos no local.

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