Mudança de nomes de Cmeis e ruas ligados à Ditadura é debatida na Câmara Municipal

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Nomes dos 199 Cmeis não estão associados ao período da ditadura mas constam no debate

Cmeis já estão nomeados por escritores e personalidades que não estão relacionadas com a ditadura. Foto: Manoel Ramires

A Comissão de Legislação, Justiça e Redação abriu o debate sobre a substituição de nomes de ruas e cmeis que remetam ao período da Ditadura Miliar nesta terça-feira (9). Os centros municipais e ruas mudarão de nome após consulta à Comissão Estadual da Verdade do Estado do Paraná. Objetivo é definir que personagens estão associados ao período ditatorial.

A matéria sobre os logradouros e prédios públicos é do vereador Pedro Paulo (PT). Ele argumenta que a denominação é atribuída como forma de homenagem a fatos ou pessoas, “cujas memórias se tornam eternizadas com seus nomes gravados ao logo das vias públicas”. “A ditadura militar foi um período de terror para todos. Todo o horror das torturas praticadas foram suportadas por toda sociedade, por longo tempo refém da impotência em combater ou resistir ao massacre legitimado.”

Com relação aos Centros Municipais de Educação Infantil, nenhum nome deve mudar, uma vez que os 199 equipamentos não estão associados a pessoas do período da Ditadura Militar. De poetas como Helena Kolody, escritores como Gracialino Ramos e personalidades como o ex-piloto Ayrton Senna, os nomes dos Cmeis são predominantemente ligados à região onde estão localizados e a religião cristã (pelo menos 20 cmeis).

Resta mudança do nome de ruas, como Marechal Castelo Branco, afinal, de acordo com o projeto, a Comissão Estadual da Verdade do Estado do Paraná deverá ser consultada acerca do envolvimento das autoridades com governo militar “estando dispensada essa consulta em casos notórios”. Na troca, terão preferência os nomes que remetam a fatos ou a pessoas relacionadas à luta pela liberdade, pela democracia e pelos direitos humanos.

Homenagens vazias

Se de um lado, os vereadores buscam retirar associação ao período militar, de outro, não há resgate da memória dos homenageados. A página da Prefeitura de Curitiba, por exemplo, não apresenta currículo da pessoa que dá nome ao equipamento público. Isso ocorre nas Secretarias de Saúde, Defesa Social e Educação, FCC e FAS que concentram maior quantidade de equipamentos municipais.

Por Manoel Ramires
Com informações da Câmara Municipal de Curitiba
Terra Sem Males 

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