Mulheres cutistas de sindicatos do Paraná lançam plataforma feminista para as eleições 2018

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O lançamento da Plataforma das Mulheres da CUT para as eleições 2018, que tem como temática central a luta por “Nenhum Direito a Menos”, foi realizado no dia 20 de setembro, na sede da central, em Curitiba.

Conforme explicou a diretora da Secretaria de Mulheres da CUT/PR, Anacélie Azevedo, as entidades sindicais devem agir, além de encaminhar pautas do trabalho, como ferramentas de ação social. Ela apresentou a plataforma, que é dividida em quatro eixos que abordam pautas feministas, em defesa de todas as mulheres: igualdade e não discriminação no trabalho; o fim da violência contra a mulher; responsabilidades domésticas compartilhadas; e direitos sexuais e reprodutivos.

A plataforma contempla propostas para que haja comprometimento das candidaturas das eleições de 2018, situadas no contexto do atual mercado de trabalho e de como a precarização atinge as mulheres e de forma ainda mais drástica as mulheres negras. “Se uma mulher branca recebe salários 40% menores que os homens, entre as mulheres negras esse valor chega a 70% menos”, contextualiza Anacélie.

A dirigente também situou como a reforma trabalhista impacta para as mulheres: com a terceirização são as mulheres que são chamadas para atividades precárias e o teletrabalho, pejotização, a informalidade e o trabalho intermitente sobrecarregam ainda mais considerando as jornadas duplas e triplas que as mulheres exercem em relação aos homens. “As mulheres são as primeiras a serem demitidas com os avanços tecnológicos. Esse é um princípio a ser rompido e nós precisamos de igualdade”, disse, defendendo a implantação de projetos de lei com esse fim.

Violência e responsabilidades compartilhadas

Outros dois importantes eixos da plataforma são o fim da violência contra a mulher e o compartilhamento dos cuidados com casa e filhos. As principais propostas para esses dois pontos são a revogação da chamada PEC do Teto dos Gastos e a retomada do Pacto pelo Fim da Violência contra as Mulheres, uma ação governamental extinta pelo governo Temer com o fim Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres. Sobre o eixo dos direitos sexuais e reprodutivos, a plataforma da CUT destaca a necessidade de amplificação de políticas públicas pela saúde integral da mulher, o fomento do parto humanizado e também o reconhecimento do aborto como problema de saúde pública.

Durante a apresentação da plataforma, a candidata a vice-governadora Anaterra Viana, única presente entre as candidatas e candidatos convidados, destacou a importância de uma plataforma feminista e se comprometeu a encaminhar o documento para as demais candidaturas de seu partido e destacou em sua fala que essas pautas históricas de políticas públicas para as mulheres, inseridas no movimento feminista, sempre esbarram na violência de gênero.

 

Acesse aqui a íntegra da plataforma em PDF

Por Paula Zarth Padilha
Foto: Gibran Mendes

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