Não crucifiquem o capitão atleticano

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por Roger Pereira
GV Inferior, Terra Sem Males

Ordem para Weverton bater o pênalti veio do banco

Muito tem se falado da responsabilidade do goleiro Weverton pela eliminação do Atlético nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, após o goleiro ter desperdiçado a cobrança de pênalti que classificaria o Furacão. Corneteiros de plantão têm chamado o goleiro de irresponsável, vaidoso, marqueteiro, por ter assumido a responsabilidade de cobrar a sétima penalidade pelo Furacão na inusitada disputa que teve nove cobranças erradas. O pênalti perdido por Weverton ofuscou sua atuação perfeita nos 90 minutos, que garantiu a vitória por 1 a 0 na casa do adversário e as três penalidades magistralmente defendidas por ele.

Tais corneteiros que dizem que Weverton queimou o atacante Juninho ao tomar-lhe a bola já dentro da grande área não deixando o jovem jogador cobrar o pênalti decisivo, atribuindo a isso uma estratégia de autopromoção do goleiro, para posar com grande responsável pela heróica classificação que viria naquele gol, não se atentaram para um detalhe: logo após a cobrança errada de Kannemann, enquanto o clube decidia quem cobraria o pênalti que poderia ser decisivo, dá para ouvir, na transmissão do Sportv, ordem do banco de reservas para que Weverton fizesse a cobrança.

A orientação, talvez, tinha relação com a questão da experiência. Com um time bastante jovem em campo, o Atlético teve que colocar jogadores com menos de 23 anos para cobrar os pênaltis (a exceção de Thiago Heleno). E a falta de experiência pode ter contribuído para tantos erros (três até o momento). Assim, a comissão técnica, teria escolhido Weverton para a cobrança. Hipótese que se confirma com a escolha para a oitava cobrança, o zagueiro Paulo André, que acabou acertando a trave e decretando a eliminação do Atlético.

Weverton tem sido decisivo na campanha do Furacão no Brasileiro, o que o levou até a seleção brasileira. E foi, mais uma vez, decisivo ontem, com três grandes defesas durante o jogo e três pênaltis defendidos na disputa com o Grêmio. Não pode ser crucificado por um pênalti errado, ainda mais quando cumpriu uma ordem da comissão técnica.

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