OBRA DE BETO RICHA UTILIZA TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO

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No mês de novembro, o Ministério Público do Trabalho resgatou oito trabalhadores encontrados em situação análoga à de escravo no município São Sebastião da Amoreira (PR) contratados por uma obra do Projeto Caminho das Pedras, do Governo do Estado do Paraná, que prevê ações para recuperação e adequação de estradas rurais por meio de repasses às prefeituras, que terceirizam as obras a empreiteiras.

O alojamento estava há dias sem fornecimento de água. Os trabalhadores tomavam banho no cemitério municipal. Os salários estavam atrasados há quase dois meses e não era fornecido alimento. Para saciar a fome, os trabalhadores pediram comida para a Polícia Militar.

De acordo com informações do Ministério Público do Trabalho, o prefeito de São Sebastião da Amoreira teria assegurado um crédito no supermercado para os trabalhadores, mas mais da metade do valor foi apropriado pelo dono da empreiteira. Os empregados não tinham registro em carteira e falaram terem sofrido ameaças do proprietário da empreiteira caso denunciassem a situação. O contrato para a obra é superior a R$1 milhão.

Em outubro, outros 26 trabalhadores foram resgatados em situações semelhantes no município de São Jerônimo da Serra, também contratadas por empresa para corte e assentamento de pedras em obras do Projeto Caminhos das Pedras.

Em julho, o governador Beto Richa anunciou a liberação de R$ 13,3 milhões para 55 municípios aplicarem em obras de pavimentação de estradas rurais com pedras irregulares.

Por Paula Zarth Padilha, com informações do Ministério Público do Trabalho
Terra Sem Males

 

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