|PINGA FOGO| Ninguém fala, mas o PSDB encolheu

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Por Manolo Ramires
Terra Sem Males

A turma se debruça e martela na cabeça da “opinião pública” que o PT acabou. No episódio da condução coercitiva de Lula, Eliane Cantanhêde, do Estadão, cravou: “O anúncio da volta de Lula era para ser um fato espetacular, mas foi um tiro n’água”.  Ela se referia aos áudios vazados pelo juiz paranaense que impediram a nomeação do ex-presidente e, mais tarde, foram considerados ilegais pelo Supremo Tribunal Federal.

Mesmo assim e apesar disso, o PT segue vivo, embora bem menor daqui até a eleição de outubro. Se de um lado há resistência ao golpe, de outro, as manifestações são mais espontâneas do que lideradas.

E o calor das ruas também não foi capitaneado pelos tucanos. É emblemático um dos últimos protestos conservadores em que Aécio Neves foi expulso do evento. Logo ele que é liderança entre aqueles que não aceitaram o resultado eleitoral. Todavia, Aécio tomou o golpe dos peemedebistas e hoje é figura decorativa no debate político. Ao tucano mineiro o que sobra é a tentativa de que a Lava Jato não o prenda após tantas citações.

Neves é apenas um elemento da desidratação dos tucanos. Pesquisa recente mostrou que mesmo blindados, eles estão em terceiro na disputa eleitoral. Atrás de Lula, que apanha diariamente, e de Marina Silva, que surge de vez em quando. Passaram, portanto, de quase presidentes para quiçá terceira via.

Outro aspecto da pequenez atual do PSDB está em sua incapacidade de indicar o presidente da Câmara dos Deputados.  O partido com 50 deputados – terceira maior bancada – se limitou a trabalhar para que Rodrigo Maia, do DEM, fosse eleito. Aos tucanos ainda pesa o fardo de não se decidir se são a favor ou contra Eduardo Cunha, se equilibrando na aparência.

Beto Richa encolheu o partido

Há muito, no Paraná, também se diz que a incapacidade gerencial de Beto Richa minou sua força política e de seu partido. Não à toa, Álvaro Dias deixou o partido em busca de voos mais altos e seguros. Embora Carlos Alberto tenha folgada vantagem na Assembleia Legislativa, onde os deputados estão descolados do povo, é nas ruas que mora sua impopularidade. Richa sequer pode andar sem ser cercado por seguranças ou pela claque oficial. Em Curitiba, ninguém quer seu apoio (a não ser, ao que parece, o atual prefeito Fruet, isolado por si mesmo) e o PSDB não é capaz de indicar um nome de sucesso na capital. A crise é tamanha que até o professor Galdino se coloca à disposição do partido.

PMDB carioca, uma ressaca

Comandam o Brasil, via golpe, comandam o estado do Rio de Janeiro e o munícipio, via urnas, mas não agradam ninguém. A corrupção, a falta de serviços públicos e a desconfiança com as Olimpíadas têm rebaixado o partido, embora muita gente não fale.

Só Lula não dá

A liderança de Lula nas pesquisas é ruim para o PT. Mais uma vez, os caciques apostam no salvador da pátria (sim, a esquerda tem seus ídolos) e devem manter a política de conciliação de classes, deixando de lado as candidaturas próprias (no apoio e nos recursos financeiros) de prefeitos e vereadores.

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