Porcos felizes

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Manoel Ramires
Coluna Avanti Palestrinos
Terra Sem Males

 

A data de ontem, 26 de maio, não tem sido muito alegre nos últimos anos. É certo que o gosto amargo varia de ano a ano, nem sempre sendo um em seguido do outro. Muitas vezes essa data, ou ao que ela está associada, passa em branco, sem desilusões para a gente.
 
E o 26 de maio, por vezes, pode ser lembrado em outros dias do ano, a depender do calendário cristão. Mas não, não estou falando de fé, embora fale de crença também. Apenas tenho ativo na memória que o feriado de Corpus Christi sempre traz à tona, no futebol paulista, a piada do Porcus Tristes. Brincadeira essa associada a alguma derrota do Palestra na véspera ou na data da comemoração religiosa. Nesses tempos, somos servidos à galhofa dos adversários.
 
Mas em 2016 a ladainha é bem diferente. Hoje se comemora o dia de Porcus Felizes. Festa que teve início ontem, com romaria de quase 30 mil pessoas ao nosso santuário, temporariamente conhecido como Allianz Parque. Lá, em coro, os milhares de fiéis entoaram cânticos de louvor, acompanhados por milhões de crentes que acompanharam a missa alviverde pela televisão.
 
E na cancha, no tapete sagrado esmeraldino, se impôs os símbolos de nossa história centenária: habilidade, raça, glória, dignidade e glórias. Pelo tapete, nossos sacerdotes, vestindo a bata de Savóia, jogaram bem e conquistaram mais uma vitória.
 
Destaque para os sacerdotes Vitor Hugo, a muralha, e Alecsandro, o prudente, que leram os salmos gloriosos dos gols em nosso nome. Depois disso, 26 de maio, ou data de porcus felizes, é comemorada com a família palmeirense na certeza de que a nossa felicidade não deve ser motivo de inveja entre os ímpios.
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