Povos originários e tradicionais denunciam destruição de seus territórios

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Mineração, barragem e agronegócio são os principais causadores da devastação dos rios e de suas comunidades

Nesta quarta-feira (21), no quinto dia do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), que acontece durante essa semana em Brasília (DF), ocorreu pela manhã a “Assembleia dos povos originários e tradicionais pela água”, que reuniu indígenas, quilombolas, pescadores, entre outros. Após a “mística”, que é uma atividade cultural de sensibilização, iniciou-se a apresentação de relatos sobre os distúrbios sociais causados pelos grandes projetos de grupos transnacionais nos seus territórios.

O integrante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração, Mario, denunciou o crime da mineradora Hydro no Pará. “Queremos denunciar a contaminação dos rios de Barcarena pela mineradora Hydro, pois esse projeto de país não nos representa”, afirma.

Os pescadores também reclamaram da impossibilidade da prática pesqueira pelas secas, contaminação e pela expulsão de muitos que estão no caminho de projetos hidrelétricos. “Esse projeto desenvolvimentista de país não é para a gente que é povo pobre. Esse modelo favorece empresas que querem privatizar nossas águas”, reclama Manoel, pescador do Espírito Santo.

Outro problema relatado pelos componentes da mesa diz respeito ao assoreamento de matas ciliares, transposição de rios e captura de água de rios em grande quantidade pelo agronegócio.

Para a indígena Edna, essa é uma ofensiva secular do capital internacional contra os povos originários do Brasil. “O país está banhado de sangue indígena e isso começou desde quando o português chegou ao Brasil. Até hoje os indígenas continuam sendo massacrados. Qualquer projeto desenvolvimentista não é bom para os indígenas, quilombolas e ribeirinhos que devem ser consultados sobre o que se refere às suas terras e rios”.

Por Eduarda Souza, do MAM
Foto: Matheus Alves
Fonte: fama2018.org.br

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