Primavera secundarista: Revista Ágora destaca as manifestações contra os retrocessos sociais

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Por Manoel Ramires
Terra Sem Males

Já circula por Curitiba a 11ª edição da Revista Ágora. Esse número aborda a reação dos secundaristas, trabalhadores e movimentos sociais aos projetos dos governos que retiram direitos do povo brasileiro.

A reportagem de capa “Primavera Secundarista” destaca o movimento de ocupações dos colégios e universidades que começou no Paraná. O repórter Gibran Mendes mostra o que pensa e como se organiza essa juventude que se posiciona contra a PEC 55 (no Senado Federal) e contra a Medida Provisória que altera o ensino médio. A matéria, com fotos de Leandro Taques, também traz a tentativa de milicianos do MBL e governantes enfraquecerem o movimento.

A revista também destaca o desastre ambiental de Mariana. O repórter fotográfico Joka Madruga esteve no local um ano após o rompimento das barragens da Samarco/Vale. Até hoje a tragédia traz transtorno para a população e não puniu a empresa.

Outra reportagem de impacto revela o adoecimento dos agentes penitenciários do Paraná. Em pesquisa inédita do Sindarspen, é revelado como esses trabalhadores são maltratados no cotidiano de trabalho. A reportagem é de Waleiska Fernandes.

Ágora traz também matéria sobre os 50 anos da moradia Nossa Senhora da Luz. O local é considerado como a primeira ocupação em Curitiba. Pedro Carrano revela como servidores municipais de Curitiba se inserem nesse cenário. A revista ainda aborda a importância da organização por local de trabalho para enfrentar os retrocessos sociais. Esse é o tema da reportagem de Manolo Ramires, que também assina a coluna “Curtas” sobre a PEC 55 e “Ponto de Vista” sobre a reforma da previdência, seus problemas e propostas. Por fim, a revista ainda traz duas reportagens sobre a LOA de Curitiba e sobre a escola Florestan Fernandes, vítima de arbitrariedade policial no começo de novembro.

Em suas colunas, a revista editada pelo Sismuc traz o risco de se quebrar os pilares da cidadania brasileira com os retrocessos políticos. Esse é o texto de Pedro Elói, na coluna pensata. Já Ludimar Rafanhim analisa a decisão do STF que autoriza desconto do dia parado em virtude de greve por parte do servidor público. Já em “Mulheres”, Andréa Rosendo mostra a violência contra crianças e em especial o caso Rachel. A revista discute também cultura, com Ulisses Galetto, e o crescimento do discurso apolítico, na coluna Radar da Luta, de Pedro Carrano.

A revista completa um ano em novembro. Sua diagramação e edição é realizada pela equipe da CtrlS.

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