Projeto Águas para a Vida: ajude a divulgar a história da população atingida por barragens

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Joka Madruga contou com o financiamento coletivo para viabilizar o projeto. E você ainda pode contribuir.

Foto: Joka Madruga

Nesta quinta-feira, 05 de março, tem início o projeto “Águas para a Vida”. O repórter fotográfico Joka Madruga embarca para Altamira, no Pará, rumo às margens do rio Xingu, para retratar as famílias que em breve serão realocadas de lá, por causa da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

“Não somos contra o progresso, mas tudo que é construído tem que levar em consideração o que vai ficar para trás. Nós queremos o uso racional e humano da água e da energia. Para que não sejam apenas mercadoria ou um investimento que visa o lucro de algumas poucas pessoas, mas que cumpra sua função social com a população”, diz o fotógrafo, lembrando do mote do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB): Água e energia não são mercadorias.

Em todo o país, estima-se que 1,2 milhão de pessoas vivem essa situação de vulnerabilidade, aguardando o dia que serão realocadas de suas vidas, transferidas de seu lar para um lugar qualquer, que elas sequer poderão escolher. “Como repórter fotográfico acredito que tenho uma responsabilidade social a cumprir. E me propus a documentar e relatar a história destas pessoas. Por não ter grandes patrocinadores, resolvi aderir ao financiamento coletivo para poder registrar a luta delas na Amazônia brasileira”, desafia Joka.

Financiamento coletivo
Joka Madruga começou uma campanha no site Kickante, uma plataforma de crowdfounding, em setembro de 2014, com o objetivo de captar R$ 40 mil, verba necessária para percorrer três rios amazônicos, localizados em dois estados diferentes, para resgatar a história dos atingidos por barragens.

O financiamento coletivo dá a contrapartida de uma recompensa de acordo com o valor da contribuição. Nesse sistema, Joka arrecadou pouco mais de R$ 9 mil. “O dinheiro será suficiente para percorrer apenas um rio, mas ainda dá para contribuir, pois o projeto não termina com minha volta, ainda pretendo visitar o Rio Tapajós e o Rio Madeira neste ano”, esclarece.

As contribuições, de qualquer valor, podem ser feitas no site do fotógrafo. Acesse http://www.jokamadruga.com/aguas/ e ajude a contar a história dos atingidos por barragens. As imagens, além das recompensas, serão usadas para a publicação de um livro, uma revista sobre o tema em cada rio e algumas fotos serão disponibilizadas gratuitamente para o movimento social e sindical.

Se você tem um blog, site ou jornal, entre em contato no endereço acima para receber as reportagens e ajudar na divulgação.

Por Paula Padilha
Terra Sem Males 

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