PT DEFINE CANDIDATURA PRÓPRIA EM CURITIBA E PODE LANÇAR TADEU VENERI

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Por Manolo Ramires
Terra Sem Males

A militância do Partido dos Trabalhadores (PT) de Curitiba se reuniu na sede do Sintracon para discutir os rumos eleitorais em 2016. O partido se definiu por ter candidatura própria em Curitiba. O nome indicado é o deputado estadual Tadeu Veneri. Cargos não serão entregues. Para os petistas, somente a candidatura própria é capaz de resgatar a identidade da sigla e enfrentar os desafios externos e internos.

Para a vereadora professora Josete, o partido precisa dessa reflexão. “Temos que ter a candidatura própria para mostrar o que fizemos ao país e trazer a Curitiba. É necessário também uma autocrítica, pois erros de companheiros nos levaram ao descrédito junto à sociedade”, avalia.

A vice prefeita Miriam Gonçalves não atacou o prefeito Gustavo Fruet. Por outro lado, entende que o partido deve ter candidato em 2016. “Eu disse em abril para o Gustavo Fruet que ainda não decidimos a candidatura própria neste encontro. Mas a gente discute o tema e eu vou me submeter à maioria. Eu sou sim a favor a candidatura própria. Não é para fazer oposição ao Gustavo, mas expor nosso posicionamento. E como fui eleita, estarei na Prefeitura até o fim de 2016. Para mim, a candidatura própria é para mostrar que temos propostas para Curitiba e para o país”, defende.

Embora o partido tenha definido pela candidatura própria, o nome a ser escolhido só se define em março. Até lá outros candidatos podem aparecer além de Tadeu Veneri. Outra decisão é não entregar os cargos na Prefeitura de Curitiba. Seguem mantidos os cargos de segundo escalão nas secretarias, a secretária do trabalho e o cargo de vice-prefeita Miriam Gonçalves.

Indicado como pré-candidato do PT, o deputado estadual Tadeu Veneri se coloca à disposição para a campanha. Para ele, o partido deve ter coragem para lutar. “Nós estamos em uma conjuntura difícil. Mas temos que lembrar que somos um partido que deu voz a quem não tem voz. Essa candidatura mostra que não vamos nos dobrar, não vamos nos entregar. Está muito claro que há a necessidade de ter a candidatura própria. Eu coloco meu nome à disposição. Nós temos que sair unidos desse encontro”, incentivou Veneri.

O ex-deputado federal e relator do Plano Nacional de Educação Ângelo Vanhoni também defende a candidatura. Contudo, ele pediu paciência para que o partido saia fortalecido do processo. “Na última defesa eu defendi a aliança com Fruet. Agora a conjuntura é outra. Mas acho que não deve ter pressa e sim paciência para a discussão”, relativizou. O nome de Vanhoni, inclusive, foi indicado como candidato a vereador.

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