Raqqa/Síria: É urgente a retirada das minas para garantir segurança de civis

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À medida que o inverno se aproxima na Síria, as pessoas que fugiram de Raqqa e planejam voltar para casa precisarão de apoio para suprir suas necessidades básicas, como abrigo, água potável, comida e aquecimento, afirma a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). A maioria das casas foi demolida e a população perdeu seus meios de sobrevivência.  

Depois de seis anos e meio de guerra, a situação da saúde pública é precária. Sistemas essenciais de água potável e esgoto estão em ruínas. A vacinação infantil de rotina é muito limitada – a maioria das crianças de até 5 anos nunca foi vacinada.

Áreas que estiveram na linha de frente do conflito, como Raqqa, geralmente estão contaminadas com minas, explosivos não detonados e armadilhas explosivas. As partes em conflito usam essas armas não só como defesa; visam também civis que voltam para casa depois do fim das hostilidades ou que tentam fugir para áreas mais seguras. As armadilhas explosivas parecem ser direcionadas a civis (bombas são armadas em bules, ursinhos de pelúcia, geladeiras etc.). A coalizão liderada pelos Estados Unidos também é responsável pela contaminação por explosivos não detonados devido à intensa campanha de ataques aéreos contra o autoproclamado Estado Islâmico – muitos dos dispositivos não explodiram e representam uma ameaça crítica.

Confira abaixo algumas fotos de Agnes Varraine-Leca:

Fonte: Médicos Sem Fronteiras. Edição: Joka Madruga

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