Ratinho Júnior (PSD) pretende aprovar projeto que acaba com funcionários de escolas estaduais no Paraná

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PL 189/2020, que pode ser votado nesta quarta(29), extingue centenas de cargos, inclusive de agente educacional I e II, funcionários das escolas estaduais

Foto: Joka Madruga

No dia 24 de março, enquanto anunciava medidas para famílias e empresas, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr (PSD), enviou projeto para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), autorizando a terceirização de diversos serviços públicos e a extinção de cargos existentes.
Na prática, o governador se aproveita do período excepcional de Pandemia em que o mundo passa, onde a Alep está com as portas fechadas e pessoas em isolamento, para tentar aprovar projetos impopulares, como privatizar vários serviços prestados à população.

Na educação pública, o impacto é imenso. São quase 30 mil profissionais que atuam nas escolas estaduais em serviços como alimentação escolar, limpeza, conservação, bibliotecas e serviços administrativos. Segundo o projeto esses serviços são considerados acessórios, instrumentais e auxiliares e “que não caracterizem função exclusiva ou estratégica para o estado”.

Hoje são cerca de 10 mil pessoas contratadas temporariamente, enquanto o sindicato cobra a realização de concursos públicos. “Este projeto é uma afronta e vai na contramão de tudo o que estamos vivendo. O caos que estamos vivenciando na saúde expõe justamente que o serviço público é fundamental para a maioria da população, principalmente os mais pobres”, afirma Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato, que representa professores e funcionários da rede pública estadual.

Segundo Leão haverá resistência mesmo em tempos de pandemia. “Faremos todas as denúncias contra este projeto perverso do governo do Paraná, que não prioriza a vida das pessoas mas quer, cada vez mais, precarizá-la”, enfatiza.

O projeto está pautado para ser votado na tarde desta quarta-feira (29), justamente 5 anos após uma aprovação polêmica pela casa, quando centenas de servidores ficaram feridos no chamado massacre do Centro Cívico. Na data, Ratinho Jr. era secretário do então governador Beto Richa e não se posicionou sobre o ocorrido. “Hoje os ataques e as bombas continuam: falta de pagamento de reposição salarial, aumento de jornada, ameaça de corte de salários e agora quer privatizar a educação. Não nos calaremos”, afirma Hermes. 

Desde a noite desta terça (28), os deputados estão sendo pressionados a retirar o projeto da pauta através de e-mails e das redes sociais.

Fonte: APP-Sindicato

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