Servidores federais em greve cobram reajuste salarial

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De acordo com os trabalhadores, salário está congelado desde 2006.

Foto: Manolo Ramires

Os servidores federais em greve fizeram caminhada pelas ruas de Curitiba nesta terça-feira, 21 de julho. Eles cobram reajuste salarial que está congelado desde 2006. No último dia 20 de julho, o Governo Federal propôs reajustar os benefícios dos servidores do Executivo, mas não apresentou nova proposta de reajuste dos salários. As reuniões com os servidores ocorrem desde março.

Os servidores ligados ao Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais cobram a sanção do Projeto de Lei Complementar (PLC) 28/2015. Este projeto trata do Plano de Carreiras dos Servidores do Poder Judiciário da União. Ele aborda as diferenças salariais dos servidores e a reposição da inflação. Também pedem reajuste salarial de 27,3%. Por outro lado, o governo oferece um reajuste de 21,3% parcelado em quatro anos, e entende que as perdas já foram compensadas desde 2003.

Na reunião realizada entre o secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça, e as 23 entidades, o governo propôs reajustar o auxílio-alimentação e auxílio-saúde em 22,8%. Com isso, os trabalhadores passam a receber para a alimentação, que segue o mesmo valor – R$ 458. . Também foi proposto o reajuste do auxílio-creche em 317,3%, já que o valor não é reajustado desde 1995.

No entanto, na passeata, os valores parecem desagradar os grevistas. Eles afirmam que querem “condições dignas de trabalho e melhores salários”. Querem também “a realização de concurso público para que os atendimentos possam ser feitos com mais agilidade”.

Foto: Manolo Ramires

Greve

Além da passeata que ocorreu nesta tarde feita pelos servidores federais do Poder Judiciário, também marcharam pela manhã cerca de 400 pessoas organizadas pelo Sinditest. Dos oito sindicatos que compuseram o ato, quatro estão em greve, incluindo o Sinditest-PR. O último ato unificado das categorias havia acontecido em 2012.

Por Manolo Ramires
Terra Sem Males

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