Sindicato de Docentes promoverá campanha em defesa da Unioeste no Paraná

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A Adunioeste (Sindicato dos Docentes da Unioeste) iniciará uma campanha em defesa da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), evidenciando os benefícios culturais, sociais e econômicos promovidos pela instituição, que tem papel fundamental na melhoria de índices sociais, econômicos e educacionais de municípios da região Oeste do Paraná. 

Além de expor os números distorcidos divulgados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), que alimentaram uma campanha difamatória contra as universidades, e as motivações por trás do ataque orquestrado do governo estadual, o sindicato pretende divulgar o trabalho e projetos desenvolvidos pela Unioeste, por meio do ensino, na graduação, pós-graduação (mestrados e doutorados) e de programas sociais e projetos de pesquisa e extensão, que envolvem toda a sociedade.

“É nossa tarefa defender a universidade pública como patrimônio de toda a sociedade mostrando nosso valor e revelar as reais intenções de conselheiros do TCE e do governo estadual”, explica o professor Luiz Fernando Reis, presidente da Adunioeste (Sindicato dos Docentes da Unioeste)

O auge da campanha difamatória do governo contra as universidades ocorreu no dia 27 de junho, quando o coordenador geral de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE) foi à público afirmar que um aluno das universidades públicas do Paraná custaria em média R$ 9 mil, questionando e “se a população estaria disposta a pagar essa conta?”.

No dia seguinte, sem qualquer apuração ou busca pelo contraditório, os números fraudulentos do TCE foram amplamente reverberados por veículos de comunicação, especialmente da região Oeste do Paraná, que foram além, destacando que um aluno da Unioeste custaria cerca de R$ 15 mil. A afirmação, irresponsável e baseada em um calculo distorcido, serviu para fomentar novos ataques contra às IEES. “A partir dessa campanha difamatória e de números falsos chegaram a afirmar que um aluno da Unioeste custava mais que um aluno de Harvard”, comenta Luiz Fernando.

Ataque orquestrado

O presidente do Adunioeste ressalta a omissão proposital do TCE, que tomou como base o orçamento executado pelas universidades em 2016 (ensino) e dividiu pelo número de alunos formados em 2014, omitindo o total de alunos matriculados. “Esse tipo de calculo não é utilizado como base em nenhum levantamento a respeito de financiamento do ensino superior”, destaca Luiz Fernando.

O professor esclarece que os recursos orçamentários da Unioeste não financiam apenas o ensino de formandos, mas também são utilizados para financiar da totalidade dos estudantes, do primeiro ao último ano. “Além disso esses recursos são utilizados para financiamento de atividades de pesquisa e extensão”, acrescenta.

Caso o TCE tivesse feito o calculo da forma correta ou os veículos de comunicação tivessem apurado de forma correta se constataria que a média de custo de um aluno nas universidades é de R$ 2 mil, valor menor do que de um presidiário do sistema penal do Paraná (R$ 2,4 mil). Entretanto, nesses valores estão incluídos os recursos destinados às atividades de pesquisa, extensão e outros serviços prestados pelas universidades gratuitamente à população. Sendo assim, o custo-aluno médio é bem inferior a R$ 2 mil.

Data base

Para terminar, Luiz Fernando questiona os motivos que levam o Governo do Estado utilizar números fraudados para atacar as universidades paranaenses. O presidente da Adunioeste lembra que os servidores das IEES sequer tiveram a reposição de perdas inflacionárias deste ano, enquanto integrantes do TCE foram contemplados com reajuste de 9,28%, aplicado tanto para servidores ativos, inativos, efetivos e comissionados, além de ganhos sobre as gratificações e outros subsídios, como é o caso do auxilio alimentação.

Fonte: Adunioeste

Foto: Júlio Carignano

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