Sindicato dos jornalistas ocupa os espaços nas redações

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Jornalistas do Paraná estão em campanha salarial e pelo combate às perseguições no exercício da profissão

No interior, os jornalistas também se mobilizam. Na imagem os companheiros de Cascavel-PR. Foto: Madson de Oliveira

Nos meses de junho e julho uma camiseta preta com a palavra BASTA escrita em cor laranja tem sido usada por jornalistas que se uniram de uma maneira diferente: pedindo o fim das perseguições e pelo livre exercício da profissão.

A campanha promovida pelo Sindijor-PR teve início após uma denúncia de ameaça de morte contra um jornalista paranaense, mas o BASTA tomou outras proporções. Um primeiro ato foi realizado em maio, na feirinha do Largo da Ordem, e um próximo está marcado para 11 de julho. Mas nas redações dos jornais o clima de luta contra a impunidade também teve adesões da categoria.

Os diretores do Sindicato estão percorrendo os locais de trabalho, passando informes e distribuindo camisetas. Já foram visitadas as redações da Gazeta do Povo, Rede Massa, Band News, RIC TV, Assembleia Legislativa do Paraná e RPC. E nesses locais os jornalistas vestiram a camisa do sindicato e posaram para a foto.

“Os jornalistas acabam vindo até você sempre com algum problema, crítica e até sugestão para a nossa gestão. Essa interação é bastante importante e é por ela que estamos trabalhando também. Mesmo quando você não está em visita, mas encontra colegas, seja numa pauta, num evento, eles têm algo para trazer. Acredito que hoje os jornalistas têm mais confiança no trabalho do Sindijor e isso os deixa com menos receio de relatar a realidade de seus locais de trabalho”, explica Elaine Felchaka, a diretora de Assessoria de Imprensa do Sindijor.

Felchaka explica que, no caso das assessorias, ainda será realizado um mapeamento das condições de trabalho dos jornalistas assessores. “Uma das nossas principais ações é combater a extrapolação da jornada de trabalho e o respeito ao piso da categoria”.

Nas redações de rádio, jornal impresso e televisão, essa aproximação do Sindicato tem sido vista com bons olhos por uma categoria que é mais difícil mobilizar via movimento grevista, por exemplo, já que o objeto de trabalho é a informação.

A jornalista Naiady Piva, que trabalha há um ano no jornal Gazeta do Povo, acredita que o ambiente de redação grande propicia uma maior interação com o sindicato que em outros locais de trabalho e que é importante essa aproximação do sindicato. “É uma redação grande, e é uma redação de fato. É o espaço do jornalismo por excelência, o que facilita o diálogo do sindicato. Mesmo para a empresa a presença sindical é corriqueira. Para quem está em locais menores, ou que não são redações propriamente ditas, esse debate todo ainda é muito mais distante”.

Para Naiady, os últimos acontecimentos, como os ataques à categoria, ajudaram a atuação sindical. “Reparei que estas visitas têm acontecido com mais frequência nos últimos meses, o que é bacana. Acho que os ataques que a categoria sofreu também ajudam a criar um clima de pertencimento, porque é como se a categoria fosse atacada, e as pessoas se solidarizam com isso”.

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Campanha dos jornalistas não defende apenas salário 

Confira entrevista exclusiva com o presidente do Sindijor-PR.

Por Paula Zarth Padilha
Terra Sem Males 

A segunda manifestação contra perseguições aos jornalistas paranaenses acontecerá no próximo sábado (11) às 10h na Boca Maldita em Curitiba. Todos convidados, jornalistas ou não.

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