SINDIJOR PROMOVE COLETIVA COM CINEASTA PALESTINO INDICADO AO OSCAR 2013

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Emad Burnat, diretor do documentário palestino Cinco Câmeras Quebradas estará em Curitiba nesta semana para um bate-papo e exibição de seu filme na Cinemateca de Curitiba. A iniciativa é da Federação Arabe Palestina do Brasil, Sociedade Beneficente Muçulmana e do Comitê Árabe Brasileiro de Solidariedade Paraná.

Em apoio, o Sindicato dos Jornalistas do Paraná convida jornalistas e blogueiros para uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 10 de setembro, às 11h30 da manhã, na Sede do Sindicato (Rua José Loureiro, 211).

SOBRE O DOCUMENTÁRIO E EMAD BURNAT

O filme “Cinco câmeras quebradas” foi indicado ao Oscar de melhor documentário estrangeiro em fevereiro de 2013, tendo recebido a premiação em Califórnia, Los Angeles, e tem como diretor Emad Burnat.

O filme “Cinco câmeras quebradas” é o resultado de sete anos de trabalho de Emad, que comprou a primeira câmera quando o seu filho Gibril nasceu e passou a registrar tudo o que acontecia em sua vila natal, Bil’in, na Cisjordânia sob ocupação militar de Israel. Emad fez um documento fundamental para a compreensão, pelo público externo, do cotidiano palestino sob ocupação. O título do filme faz referência às cinco câmeras que o exército israelense inutilizou ao atingi-las com tiros. Numa dessas ocasiões o equipamento salvou a vida do diretor – a câmera deteve a bala atirada na direção da cabeça de Emad.

“Cinco câmeras quebradas” é o primeiro filme palestino a concorrer a um Oscar; além de muito elogiado pela crítica, vem tendo uma trajetória de sucesso em todo o mundo. Em 2012, foi indicado para o Asian Pacific Screen Award e ganhou o prêmio de melhor documentário no Jerusalém Film Festival; o de melhor diretor de documentário no Sundance e também foi indicado para o Grande Prêmio do Júri desse festival, nos Estados Unidos, e o Busan Cinephile, do Busan International Film Festival, da Coreia. Em 2011 recebeu o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio Especial do Público no International Documentary Film Festival Amsterdam (IDFA), na Holanda. A. O. Scott, crítico do The New York Times, considerou-o uma “comovente e rigorosa obra de arte”. Ele tem razão, no documentário, com sensibilidade, Emad funde sua vida e a de sua família com a história da ocupação de Bil’in. É uma história comum à maioria dos palestinos.

O documentário leva o público a participar do cotidiano de Bil’in e a vivenciar um pouco do que significa estar submetido a uma ocupação militar. Trata-se de documento histórico, denúncia viva dos abusos cometidos pelo exército sionista.

Para os brasileiros, o “Cinco Câmeras Quebradas” é particularmente interessante, pois o país é presença frequente no documentário. Soraya, mãe dos quatro filhos de Imad, cresceu no Brasil. A porta da casa deles foi pintada com a bandeira do Brasil, que aparece também em uma das cinco câmeras. As crianças usam vestimentas da seleção brasileira com frequência, incluindo nos dias de jogos do país na Copa do Mundo.

Sindijor PR

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