TCU questiona transparência do Sistema S

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Para Lula, FIESP utiliza Sistema S para dar o golpe

Por Manoel Ramires
Terra Sem Males

O Tribunal de Contas da União (TCU) tem cobrado mais transparência de entidades que recolhem impostos do Sistema S. Entre elas está a Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), que defende abertamente o golpe contra a presidente Dilma Rousseff.  De acordo com o TCU, 141 entidades ligadas ao Sesi, Sesc, Senai, Senac e Senar não estão disponibilizando adequamente dados sobre contratos e convênios. A falta de transparência atinge 90% dos sites dessas entidades.

“Para o caso do Sistema S, que é financiado basicamente com recursos públicos, a transparência ultrapassa o simples ‘desejo de informar’, tornando-se um dever para com a população que financia indiretamente o funcionamento dessas entidades”, diz o relatório do tribunal.

Já em um evento realizado no Ceará, o ex-presidente Luís Inácio da Lula da Silva também questionou a utilização de recursos do Sistema S para outros fins. Para Lula, a Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) utiliza dinheiro de impostos para tentar o golpe. “Os deputados têm que pedir investigação, porque o dinheiro que eles (FIESP) estão gastando é do Sistema S, que é do povo trabalhador desse país. É dinheiro público. Os deputados têm que perguntar para o (presidente) Paulo Skaf quanto é do dinheiro do pobre que ele está gastando”, interrogou.

Lula também destacou que a FIESP, historicamente, é contra os interesses da classe trabalhadora. “Em 1946, na Constituição Federal, a FIESP pensava que férias de quinze dias para trabalhador era muito tempo porque gerava ociosidade”, recordou. Atualmente, a federação realiza campanha contra aumento de impostos para os ricos e defende abertamente a flexibilização da CLT. Em um  desses pontos deseja o negociado valha mais do que o está previsto em lei.

Sistema S

O Sistema S foi criado na década de 1940. Já de acordo com a Constituição Federal de 1988, são recolhidas um conjunto de onze contribuições que são repassadas a entidades, na maior parte de direito privado. O dinheiro recolhido vem do desconto em folha de salário dos trabalhadores nas empresas e deve ser revertido para melhorar o bem estar social dos trabalhadores. Em 2015, segundo o TCU, Sesi, Sesc, Senai, Senac e Senar recolheram R$ 27 bilhões, sendo 62,15% de impostos.

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