Trabalhadores da construção civil de Curitiba conquistam a reposição da inflação nos pisos e benefícios

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Por Davi Macedo

Os trabalhadores da construção civil de Curitiba e Região Metropolitana aprovaram a nova proposta patronal para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, em assembleia realizada no final da tarde desta quarta-feira (16), na Sede do Sintracon.

De acordo com a proposta, os trabalhadores do setor terão reajuste dos pisos salariais e dos benefícios econômicos, como vale compras e café da manhã, de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) calculado em 1º de junho (9,82%), data-base da categoria. As diferenças salariais acumuladas serão pagas na forma de vale compras, divididas em três parcelas, a serem quitadas nas folhas de pagamentos de janeiro, fevereiro e março de 2017. Os salários acima dos pisos serão recompostos pelo índice de 8%.

O acordo celebrado entre as partes prevê ainda uma nova renovação da CCT em junho de 2017, quando os pisos e salários de até R$ 4 mil, assim como as cláusulas econômicas, serão revisados segundo os cálculos do INPC.

O presidente do Sintracon, Laureno Grunevald, avaliou que os trabalhadores conquistaram um acordo positivo. “Lutamos muito para que os patrões melhorassem a proposta. Não foi tarefa fácil, mas com a mobilização da categoria e pulso firme nas negociações, conseguimos um acordo que foi aprovado pelos trabalhadores”, afirmou.

Negociações complicadas 

A nova proposta só foi conquistada após meses de luta da categoria, com muitos protestos e paralisações em sedes de empresas e canteiros de obras da capital promovidos pelo Sintracon. O objetivo foi pressionar os empresários do setor, que insistiam em um acordo para a CCT que parcelaria a inflação nos pisos salariais, causando prejuízos aos trabalhadores.

As negociações se arrastaram desde maio e chegaram a sofrer mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/MTE), mas todas as tentativas foram fracassadas. Inclusive a categoria havia definido que a greve começaria nesta quarta-feira, quando ocorreram movimentos paredistas em algumas obras. Porém, o sindicato patronal (Sinduscon) solicitou que fosse aguardada a assembleia dos empresários, ocorrida na tarde de hoje e que deliberou pela apresentação desta nova proposta aos trabalhadores.

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