Vereadores mudam de lado e mantém veto de Fruet ao abono de faltas nas greves

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Reunião entre sindicatos, vereadores e prefeito deve ocorrer na próxima segunda-feira.

Foto: Andressa Katriny/CMC

Os vereadores mantiveram o veto do prefeito Gustavo Fruet que tratava do abono das faltas dos servidores da saúde e educação. As faltas foram anotadas em virtude de greves contra compromissos descumpridos. Por outro lado, os legisladores encaminharam requerimento ao prefeito solicitando audiência com os sindicatos. O objetivo é retirar as faltas. A manobra é vista com desconfiança pela oposição, uma vez que não são dadas garantias aos servidores.

Para mudar de lado, os 23 vereadores que votaram a favor do prefeito aceitaram o argumento de vício de iniciativa. É o que disse o líder do governo, vereador Paulo Salamuni: “Inconstitucional e ilegal. Há vício de iniciativa. Os artigos foram vetados porque não era competência da Câmara Municipal. A única possibilidade legal é de o prefeito abrir o diálogo e encaminhar uma lei”, direcionou.

Os vereadores dizem que são contrários aos descontos. Por isso colheram 26 assinaturas solicitando audiência entre prefeito e sindicatos. O encontro deve ocorrer na próxima semana e já contaria com anuência de Gustavo Fruet. No requerimento, “sugerimos que sejam excluídas das fichas funcionais as faltas e penalidades impostas. O abono e o restabelecimento das vantagens é uma questão de justiça, até porque os servidores já repuseram as faltas”, registra o documento.

A reunião, no entanto, não anima os sindicatos. Para o Sismuc, a base tem ressalvas com mesas que não avançam: “É um voto de desconfiança. A gente quer resolver esse impasse, receber o abono. O debate sobre legalidade é vazio quando o próprio prefeito editou decreto adiando uma lei. Ele teve todo tempo para rever isso. Se não abonar, essa conta vai ser dividida entre prefeito e vereadores”, ressalta a direção do Sismuc.

Os sete vereadores que votaram pela derrubada do veto também desconfiam da manobra. Para Zé Maria, o intuito dos governistas é adiar o problema. “Não há vontade em negociar. Se Fruet quisesse, já tinha enviado o projeto a essa casa. Ele quer transferir a responsabilidade para os vereadores”, justificou.

Prejuízo
Com o veto, os servidores municipais da saúde e da educação que participaram de greves de 17 a 20 de março de 2014 (educação) e 30 e 31 de março de 2015 (saúde) seguem com prejuízos financeiros. É o caso da servidora da saúde Paula Campos: “O desconto foi muito alto por causa da greve. No meu caso chegou a quase mil reais. Essa é a realidade da maioria”, lamenta.

Os descontos das greves estão sendo questionados juridicamente também. O Sismuc tem ação no Tribunal de Justiça (TV-PR) e no Superior Tribunal Federal (STF).

Votação

A favor do abono
Chicarelli, Chico do Uberaba, Jorge Bernardi, Noêmia Rocha, Professor Galdino, Valdemir Soares e Zé Maria.

Contra o abono
Aílton Araújo
Aladim Luciano
Aldemir Manfron
Beto Moraes
Cacá Pereira
Carla Pimentel
Cristiano Santos
Dirceu Moreira
Dona Lourdes
Felipe Braga Cortes
Geovane Fernandes
Hélio Wirbinski
Jairo Marcelino
Jonny Stica
Julieta Reis
Mauro Ignácio
Paulo Rink
Pedro Paulo
Pier Patruzzielo
Sabino Picolo
Serginho do Posto

Por Manoel Ramires
Sismuc 

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